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	<title>Intestino</title>
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		<title>Como a dieta Low FODMAP está mudando a vida de pessoas com a Síndrome do Intestino Irritável.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jun 2024 18:18:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intestino]]></category>
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					<description><![CDATA[A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é uma condição crônica que afeta o trato gastrointestinal, causando sintomas como dor abdominal, inchaço, gases, diarreia e constipação. Estima-se que cerca de 760 milhões a 1,9 bilhões de pessoas no mundo sofra de SII, impactando significativamente suas qualidades de vida. No entanto, uma estratégia conhecida Low FODMAP Diet&#8230; <br> <a class="read-more" href="https://www.carolinafarias.com.br/sindrome-do-intestino-irritavel-2/">Read more</a>]]></description>
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<p>A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é uma condição crônica que afeta o trato gastrointestinal, causando sintomas como dor abdominal, inchaço, gases, diarreia e constipação. Estima-se que cerca de 760 milhões a 1,9 bilhões de pessoas no mundo sofra de SII, impactando significativamente suas qualidades de vida. No entanto, uma estratégia conhecida Low FODMAP Diet tem mostrado ser uma solução eficaz e segura para aliviar esses sintomas.</p>



<p></p>



<p><strong>O que é a Síndrome do Intestino Irritável?</strong></p>



<p>A SII é um distúrbio funcional do intestino, onde a interação entre o cérebro, o sistema nervoso central e o intestino é alterada, resultando em dor abdominal, alterações no hábito intestinal e hipersensibilidade intestinal. Os sintomas variam de pessoa para pessoa e podem ser desencadeados por fatores como estresse, infecções gastrointestinais anteriores, dieta, genética, inflamação, disbiose e leaky gut. Embora a SII não cause danos estruturais ao intestino, seus sintomas podem ser debilitantes, além de quadros de depressão, estresse crônico e ansiedade serem frequentemente apresentados em pessoas com esta síndrome.</p>



<p>A Síndrome do Intestino Irritável pode ser de difícil diagnóstico e levar anos, devido aos sintomas serem muito semelhantes a outros distúrbios do trato gastrointestinal.</p>



<p></p>



<p><strong>Causas da Síndrome do Intestino Irritável.</strong></p>



<p>A causa da SII ainda não está bem esclarecida, mas é de característica multifatorial, Acredita-se que haja uma hipersensibilidade visceral, responsável pelos sintomas, e que podem ser intensificados pela ingestão de alimentos ricos em FODMAPs.</p>



<p></p>



<p><strong>Os principais erros que portadores da Síndrome do Intestino Irritável cometem.</strong></p>



<p>Na busca desesperada por aliviar os sintomas incapacitantes da SII e recuperar a qualidade de vida, algumas pessoas não buscam ajuda profissional e acabam cometendo erros, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Usar laxantes para tratar a constipação;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cortar todas as fibras da dieta para melhorar a diarreia;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cortar diversos grupos alimentares para reduzir os sintomas, aleatoriamente, sem sucesso;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não praticar atividade física;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Usar probióticos por conta própria;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Negligenciar a importância da higiene do sono;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tomar medicamentos, suplementos, chás e fitoterápicos sem orientação profissional, para dormir.</li>
</ul>



<p></p>



<p><strong>O que é a Dieta Low FODMAP?</strong></p>



<p>A dieta Low FODMAP foi desenvolvida pela Universidade Monash, na Austrália, e envolve a redução de alimentos ricos em carboidratos fermentáveis, conhecidos por causar sintomas gastrointestinais. FODMAP é um acrônimo que significa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fermentable (Fermentáveis);</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Oligosaccharides (Oligossacarídeos);</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Disaccharides (Dissacarídeos);</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Monosaccharides (Monossacarídeos);</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>And Polyols (e Polióis).</li>
</ul>



<p>Esses carboidratos são encontrados em diversos alimentos comuns, como trigo, cebola, alho, leite, maçã, mel e alguns adoçantes artificiais. Eles não são completamente absorvidos no intestino delgado, chegando ao intestino grosso, onde são fermentados pelas bactérias da microbiota intestinal, produzindo gases e atraindo água, o que pode levar a sintomas de SII. É importante ressaltar que os sintomas e a tolerância a cada alimento é individual, o mesmo alimento pode ou não causar sintomas em pessoas diferentes.</p>



<p></p>



<p><strong>Como a Dieta Low FODMAP Beneficia Pessoas com SII?</strong></p>



<p>Estudos mostram que cerca de 70% das pessoas com SII experimentam uma redução significativa dos sintomas ao seguir a dieta Low FODMAP. Além disso, essa dieta também pode melhorar a qualidade de vida, reduzindo a necessidade de medicamentos e consultas médicas frequentes.</p>



<p>A dieta Low FODMAP é implementada em três fases principais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Eliminação: após análise do nutricionista, os alimentos ricos em FODMAPs são removidos da dieta por um período específico, ajudando a identificar se eles estão contribuindo para os sintomas;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Reintrodução: os alimentos excluídos na fase anterior são reintroduzidos gradualmente, sendo um grupo e um alimento de cada vez, para identificar quais tipos e quantidades de FODMAPs são tolerados sem causar sintomas;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Personalização: com base nos resultados da fase de reintrodução, uma dieta personalizada e equilibrada é criada, permitindo a inclusão de alimentos tolerados em quantidades seguras e que não gerem sintomas.</li>
</ul>



<p></p>



<p><strong>Conclusão</strong></p>



<p>A dieta Low FODMAP oferece uma <a href="https://www.carolinafarias.com.br/consultas/">abordagem estruturada</a>, segura e baseada em evidências para o manejo dos sintomas da Síndrome do Intestino Irritável. Para pessoas que sofrem com a SII, uma condição debilitante, essa estratégia tem grande potencial para proporcionar alívio e melhor qualidade de vida.</p>



<p>A Low FODMAP Diet deve ser conduzida por uma <a href="https://www.instagram.com/nutricarolfarias/">nutricionista</a> capacitada em implementar esta estratégia e por tempo determinado. Nunca deve ser feita por conta própria e por tempo indeterminado.</p>
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		<title>Você tem gases, dores e distensão abdominal? Pode ser a Síndrome do Intestino Irritável.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2024 18:39:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intestino]]></category>
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					<description><![CDATA[A Síndrome do Intestino Irritável (SII), comumente abreviada como SII, é um distúrbio gastrointestinal funcional caracterizado por mudanças nos padrões intestinais, acompanhadas de dor abdominal que pode ocorrer durante ou após a defecação. Essas alterações nos hábitos intestinais são uma ocorrência comum nessa condição, manifestando-se como constipação, diarreia ou uma alternância entre os dois, acompanhadas&#8230; <br> <a class="read-more" href="https://www.carolinafarias.com.br/sindrome-do-intestino-irritavel/">Read more</a>]]></description>
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<p>A Síndrome do Intestino Irritável (SII), comumente abreviada como SII, é um distúrbio gastrointestinal funcional caracterizado por mudanças nos padrões intestinais, acompanhadas de dor abdominal que pode ocorrer durante ou após a defecação. Essas alterações nos hábitos intestinais são uma ocorrência comum nessa condição, manifestando-se como constipação, diarreia ou uma alternância entre os dois, acompanhadas frequentemente por gases e inchaço abdominal. A SII é amplamente prevalente, afetando cerca de 11,2% da população mundial, sendo mais comum em mulheres.</p>



<p>Os sintomas mais prevalentes, que impactam significativamente na qualidade de vida dos pacientes com Síndrome do Intestino Irritável, incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Alteração nos padrões intestinais, como constipação ou diarreia;</li>



<li>Ocorrência de gases e distensão abdominal;</li>



<li>Dor abdominal, muitas vezes aliviada após a evacuação;</li>



<li>Hipersensibilidade intestinal.</li>
</ul>



<p>Situações de elevado estresse e ansiedade podem intensificar os sintomas em indivíduos com Síndrome do Intestino Irritável, especialmente o estresse, que está associado a uma resposta aumentada à dor (hiperalgesia) e a distúrbios nos movimentos intestinais. Portanto, é crucial adotar estratégias para gerenciar o estresse e a ansiedade em pacientes com SII.</p>



<p>É fundamental estar ciente de que os sintomas da SII podem ser confundidos com os de outras doenças e condições, como intolerância à lactose, sensibilidade não celíaca ao glúten, doença celíaca, doença de Crohn, retocolite ulcerativa, endometriose, doença inflamatória pélvica, SIBO (super crescimento bacteriano no intestino delgado), disbiose, câncer de cólon ou ovário. Portanto, é essencial que a investigação e o diagnóstico da SII sejam realizados por um médico qualificado.</p>



<p>A causa da Síndrome do Intestino Irritável ainda não foi completamente estabelecida, sendo multifatorial e envolvendo diversos fatores, como genética, ambiente, infecção, inflamação e disbiose intestinal e alteração no eixo intestino-cérebro. Além disso, certos alimentos, como os ricos em FODMAPs (oligossacarídeos fermentáveis, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis), podem agravar os sintomas da SII.</p>



<p>O tratamento da Síndrome do Intestino Irritável abrange uma série de abordagens que visam melhorar a qualidade de vida do paciente e reduzir os sintomas. Além das mudanças no estilo de vida, como a prática regular de atividade física, controle do estresse, ansiedade e sono adequado, uma dieta balanceada e rica em nutrientes que promovem a saúde intestinal é fundamental.</p>



<p>Para complementar, as recomendações tradicionais para o tratamento da SII incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Manter horários regulares para as refeições, evitando pular refeições e longos períodos de jejum;</li>



<li>Garantir a ingestão adequada de água, conforme a recomendação geral de 35ml por quilo de peso corporal, incluindo chás de ervas;</li>



<li>Limitar o consumo de café e chás com cafeína a no máximo três xícaras por dia;</li>



<li>Reduzir o consumo de álcool e refrigerantes;</li>



<li>Adaptar a ingestão de fibras conforme o padrão de alteração intestinal do paciente;</li>



<li>Evitar o consumo de sorbitol, um adoçante artificial encontrado em bebidas e doces sem açúcar;</li>



<li>Avaliar a resposta aos alimentos ricos em FODMAPs e ajustar a dieta conforme necessário.</li>
</ul>



<p></p>



<p><strong>A DIETA LOW FODMAP</strong></p>



<p>A Dieta Low FODMAP é um protocolo criado pela <a href="https://www.monashfodmap.com/about-fodmap-and-ibs/">Monash University</a> com objetivo de reduzir os sintomas gastrointestinais, como desconforto, gases e distensão abdominal, em pessoas sensíveis, incluindo aquelas com Síndrome do Intestino Irritável, que apresentam disbiose ou desequilíbrios no eixo intestino-cérebro. Os FODMAPs são um grupo de carboidratos fermentáveis (oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis) que não são completamente digeridos ou absorvidos lentamente pelo trato gastrointestinal.</p>



<p>Esses carboidratos estão presentes em uma variedade de alimentos, incluindo vegetais como cebola, alho, couve, beterraba, milho, couve-flor, frutas como maçã, pera, abacate e banana, produtos lácteos, leguminosas e oleaginosas, além de alimentos industrializados que contenham xarope de milho, glicose, sacarose e adoçantes como xilitol, manitol e sorbitol. Mas a lista de alimentos que contém FODMAP é bem maior.</p>



<p>A Dieta Low FODMAP é dividida em três fases:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Fase de exclusão: Durante 4 a 8 semanas, todos os alimentos ricos ou moderados em FODMAPs são removidos da dieta do paciente para aliviar os sintomas;</li>



<li>Fase de reintrodução: Ao longo de 6 a 10 semanas, os alimentos excluídos são reintroduzidos gradualmente, em grupos e individualmente, para avaliar a sensibilidade individual e a tolerância;</li>



<li>Fase de personalização: A dieta é adaptada com base na tolerância individual aos alimentos ricos em FODMAPs.</li>
</ol>



<p>É essencial destacar que a exclusão prolongada de alimentos ricos em FODMAPs pode levar a deficiências nutricionais devido à restrição na ingestão de fibras, vitaminas e minerais. Portanto, a Dieta Low FODMAP deve ser implementada por um período limitado e supervisionada por um <a href="https://www.carolinafarias.com.br/sobre/">nutricionista</a> capacitado.</p>
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		<title>Como a microbiota intestinal influencia a saúde humana?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina Farias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 May 2023 23:27:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Intestino]]></category>
		<category><![CDATA[estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[intestino]]></category>
		<category><![CDATA[microbiota intestinal]]></category>
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					<description><![CDATA[Você sabe como a microbiota intestinal influencia a saúde humana? O intestino é um órgão vital para a saúde e é considerado o segundo cérebro do corpo humano, devido aos eixos com o qual ele se comunica e influencia de maneira bidirecional outros órgãos e tecidos. É um órgão complexo que reúne diversas funções essenciais&#8230; <br> <a class="read-more" href="https://www.carolinafarias.com.br/como-a-microbiota-intestinal-influencia-a-saude/">Read more</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Você sabe como a microbiota intestinal influencia a saúde humana?</p>



<p>O intestino é um órgão vital para a saúde e é considerado o segundo cérebro do corpo humano, devido aos eixos com o qual ele se comunica e influencia de maneira bidirecional outros órgãos e tecidos. É um órgão complexo que reúne diversas funções essenciais para a manutenção da nossa saúde, como absorção, excreção, produção hormonal, função imune, síntese de neurotransmissores e destoxificação, fazendo um <em>cross talking</em> com o fígado e os rins. Além de abrigar a maior quantidade de microrganismos no corpo, que compõem a microbiota intestinal. As bactérias residentes no intestino produzem metabólitos a partir de componentes alimentares, que são essenciais à saúde, interagindo com o organismo de maneira sistêmica.</p>



<p>O desequilíbrio qualitativo e quantitativo da microbiota intestinal, irá favorecer o surgimento de diversas doenças, incluindo diabetes, depressão, doenças cardiovasculares, obesidade e até o câncer.</p>



<p>O microbioma refere-se ao conjunto de todos os microrganismos do corpo humano, já o termo microbiota, refere-se aos próprios microrganismos de determinado local. Portanto, a microbiota intestinal é o conjunto dos microrganismos que residem no ambiente do intestino, sendo a maior em quantidade e diversidade de microrganismos do microbioma humano, tendo funções muito importantes para a saúde do hospedeiro, como imunológica, metabólica e protetora, sendo influenciada por diversos fatores diferentes e podendo ser modulada ao longo da vida. </p>



<p>Para garantir a saúde do indivíduo é necessária uma condição de equilíbrio da microbiota intestinal. Quando há uma situação de desequilíbrio quantitativo e qualitativo das bactérias das, ocorre a disbiose intestinal, levando a alterações na sua atividade metabólica, podendo ser associada ao aumento da permeabilidade intestinal, também conhecido como leaky gut e uma ativação exacerbada do sistema imunológico. É possível que a disbiose intestinal seja responsável pelo surgimento de diversas doenças, como síndrome do intestino irritável (SII), doenças inflamatórias intestinais (DII), diabetes, obesidade e câncer.</p>



<p>As bactérias benéficas da microbiota intestinal metabolizam componentes alimentares, mantém a integridade epitelial, defendem o organismo contra bactérias patogênicas e promovem o desenvolvimento e maturação da própria mucosa. Já as bactérias patogênicas e as toxinas que elas liberam, desencadeiam respostas imunológicas e precipitam distúrbios inflamatórios e doenças. Um intestino saudável precisa ter equilíbrio entre essas bactérias.</p>



<p>É considerado que o trato gastrointestinal humano abriga uma microbiota bastante diversa, sendo cerca de 0,2Kg do peso corporal humano formado por esses habitantes do intestino. Já foram identificadas cerca de 1.150 espécies diferentes, sendo que um indivíduo pode ter pelo menos 160 espécies distintas.</p>



<p></p>



<p><em>Disbiose</em></p>



<p>Em um estado de disbiose, a microbiota produz efeitos nocivos através da redução das benéficas, aumento das bactérias patogênicas e redução na diversidade bacteriana.</p>



<p>São várias as causas da disbiose, mas as principais estão relacionadas ao estilo de vida, padrão e comportamento alimentar, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>alimentação desbalanceada e pobre em nutrientes;</li>



<li>dieta rica em carboidratos refinados, açúcares, proteínas de origem animal, gorduras saturadas;</li>



<li>baixa ingestão de fibras, que leva a um menor peristaltismo intestinal, causando alteração na permeabilidade intestinal, maior passagem de LPS, podendo gerar uma quadro de endotoxemia metabólica e uma inflamação crônica;</li>



<li>mastigação inadequada e muito rápida, digerindo mal os alimentos que chegam como macromoléculas no intestino, agredindo a mucosa;</li>



<li>aumentando a permeabilidade intestinal, favorecendo o quadro de alergias e doenças autoimunes;</li>



<li>ingestão de líquidos durante a refeição, que dilui o suco gástrico, aumenta o pH intestinal e fazendo com que os alimentos cheguem mal digeridos no intestino;</li>



<li>uso elevado de antibióticos, anti-inflamatórios não-esteroidais e esteroidais;</li>



<li>uso crônico de laxantes, que comprometem o epitélio intestinal e desintegram as tight junctions;</li>



<li>abuso de álcool e cigarro; estresse crônico;</li>



<li>frequência elevada de exercício de alta intensidade;</li>



<li>sedentarismo;</li>



<li>altos níveis de ansiedade e estresse;</li>



<li>qualidade do sono.</li>
</ul>



<p>Alguns fatores fisiológicos também podem causar disbiose:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>envelhecimento;</li>



<li>acloridria e hipocloridria;</li>



<li>dispepsia, declínio da função digestiva;</li>



<li>motilidade reduzida, constipação;</li>



<li>deficiências nutricionais, vitaminas, minerais e compostos bioativos.</li>
</ul>



<p>Em condições de disbiose, podemos observar alguns sinais e sintomas, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>flatulência imediatamente após a refeição;</li>



<li>indigestão, empachamento (sensação de comida parada);</li>



<li>diarreia ou constipação;</li>



<li>restos alimentares mal digeridos nas fezes, fezes volumosas;</li>



<li>distensão abdominal, eructação e queimação constantes;</li>



<li>língua esbranquiçada e amarela, mau hálito, saburra lingual;</li>



<li>aftas, cáries, periodontite;</li>



<li>unhas fracas, manchas e ondulações;</li>



<li>pele ressecada e envelhecida;</li>



<li>seborreias, caspas e queda de cabelo.</li>
</ul>



<p></p>



<p>A alimentação é um fator essencial que pode produzir mudanças na microbiota intestinal e ser utilizada como ferramenta importante para modulação positiva desse ambiente. Garantir a ingestão de vegetais, folhosos, frutas, grãos integrais, polifenóis, antioxidantes, fibras, gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas, leguminosas, oleagionosas e prebióticos, irão fornecer às bactérias benéficas os substratos necessários para se manterem em equilíbrio e quantidades adequadas, conferindo proteção ao organismo.</p>



<p>Quando se garante a saúde intestinal, que depende de uma microbiota saudável, há uma melhora generalizada na saúde do indivíduo. Isso porque o intestino é o maestro metabólico do nosso corpo. Fatores associados ao estilo de vida e, principalmente, ao padrão alimentar, irão garantir a equilíbrio intestinal ou favorecer a disbiose. Modular esses fatores, parece ser a chave para garantir um <em>status</em> de saúde benéfico ao organismo humano.</p>



<p>Está sentindo algum dos sintomas acima e precisa de ajuda? <a href="https://www.carolinafarias.com.br/contato/">Agende</a> a sua consulta comigo. </p>



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<p></p>



<p>Referências:</p>



<p>Perez NB, Dorsen C, Squires A. Dysbiosis of the Gut Microbiome: A Concept Analysis. J Holist Nurs. junho de 2020;38(2):223–32. </p>



<p>Belizário JE, Faintuch J. Microbiome and Gut Dysbiosis. In: Silvestre R, Torrado E, organizadores. Metabolic Interaction in Infection [Internet]. Cham: Springer International Publishing; 2018 [citado 23 de outubro de 2021]. p. 459–76. (Experientia Supplementum; vol. 109). Disponível em: http://link.springer.com/10.1007/978-3-319-74932-7_13</p>



<p>Ojeda P, Bobe A, Dolan K, Leone V, Martinez K. Nutritional modulation of gut microbiota — the impact on metabolic disease pathophysiology. The Journal of Nutritional Biochemistry. fevereiro de 2016;28:191–200. </p>



<p>Suzuki T. Regulation of the intestinal barrier by nutrients: The role of tight junctions. Anim Sci J [Internet]. janeiro de 2020 [citado 23 de outubro de 2021];91(1). Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/asj.13357</p>



<p>Valdes AM, Walter J, Segal E, Spector TD. Role of the gut microbiota in nutrition and health. BMJ. 13 de junho de 2018;k2179. </p>



<p>Jandhyala SM. Role of the normal gut microbiota. WJG. 2015;21(29):8787. </p>



<p>Makki K, Deehan EC, Walter J, Bäckhed F. The Impact of Dietary Fiber on Gut Microbiota in Host Health and Disease. Cell Host &amp; Microbe. junho de 2018;23(6):705–15. </p>



<p>Zmora N, Suez J, Elinav E. You are what you eat: diet, health and the gut microbiota. Nat Rev Gastroenterol Hepatol. janeiro de 2019;16(1):35–56. </p>



<p>Suzuki T. Regulation of intestinal epithelial permeability by tight junctions. Cell Mol Life Sci. fevereiro de 2013;70(4):631–59. </p>
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